SEM CORTES

05/01/2010 18:51

A mais avançada técnica para
extração de pequenos tumores no cérebro

 
   

Como um míssil teleguiado, o aparelho, de 23 toneladas, bombardeia o tumor ou a lesão cerebral com feixes de raios gama — radiação invisível, capaz de atravessar os tecidos do corpo humano. Precisos e potentes, esses feixes de raios gama destroem as células doentes sem atacar as sadias. Controlada por computadores, a investida é rápida. Dura, no máximo, trinta minutos. Não há cortes, sangue ou dor. Doze horas depois, o paciente pode voltar para casa.

De tecnologia sueca, o Gamma Knife já foi utilizado em 70.000 cirurgias em todo o mundo. Em até 93% dos casos, obteve-se a cura do doente com apenas uma única sessão de radiação, aplicada por 201 furos feitos num capacete de metal de 200 quilos. "Com a nova tecnologia é possível atingir áreas críticas do cérebro, de difícil acesso pelo método tradicional", diz o neurocirurgião argentino Hernán Bunge, do Comitê de Radiocirurgia da Federação Mundial de Ciências Neurológicas e responsável pelo treinamento dos médicos brasileiros.

O Gamma Knife revoluciona a prática das cirurgias intracranianas. A nova tecnologia, contudo, não substitui a operação convencional. Sua primeira indicação são as pequenas malformações das artérias e veias do cérebro e tumores de até 3 centímetros. Quando o comprometimento do tecido cerebral é maior, os riscos do Gamma Knife superam os benefícios — a quantidade de radiação necessária para eliminar a doença pode contaminar todo o organismo. Nesse caso, o aparelho pode no máximo servir de coadjuvante nas operações tradicionais, com bisturi.