POLINEUROPATIA DIABÉTICA

24/07/2010 11:20

Entre as Neuropatias Diabéticas, a Polineuropatia Diabética é a complicação de maior prevalência secundária ao Diabetes Mellitus e a principal determinante do "Pé Diabético". O conceito moderno da Polineuropatia Diabética implica que nem sempre é uma complicação de aparecimento tardio, razão pela qual o paciente se beneficia de um diagnóstico precoce e de um tratamento adequado. O início "silencioso ou insidioso" e a sua isufuciente assistência são nossos grandes desafios médicos. A hiperglicemia que afeta os microvasos sanguíneos seria o desencadeante primordial da Polineuropatia Diabética. Os sintomas típicos são: ardor, pontadas, câimbras, adormecimento, alodinia ou hiperalgesia. Frequentemente aumentam à noite e melhoram com atividade física. A Polineuropatia Diabética pode apresentar-se como um processo doloroso agudo ou crônico e/ou como um processo indolor com ressecamento cutâneo, úlcera plantar, deformidades e amputações. A mais comum é a dolorosa crônica, com disestesias de predomínio noturno (formigamento, queimação, fisgadas,etc.) que podem remitir espontaneamente. A PREVENÇÃO é a melhor modalidade terapêutica para a Polineuropatia Diabética. Levar os níveis de glicemia a valores que estejam o mais próximo possível do normal, o tratamento das comorbidades (dislipidemia, hipertensão arterial, tabagismo, etc.) somado a uma dieta balanceada e atividade física aeróbica regular deverão ser a parte primordial do tratamento, cujo objetivo final será: eliminar ou reduzir os sintomas e sinais, prevenindo, atrasando ou impedindo a progressão a Polineuropatia Diabética. O tratamento está voltado para a etiopatogenia e a sintomatologia. O Ácido Tióctico reduz os sintomas e melhora os déficits da doença ao reduzir o estresse oxidativo celular. O tratamento sintomático da dor consiste no uso de Antidepressivos, Anticonvulsivantes, Analgésicos Opiáceos e Agentes Tópicos.