PARKINSON: Conheça melhor a doença

10/09/2010 21:41

A doença é caracterizada por rigidez muscular, tremor involuntário, diminuição da mobilidade, instabilidade postural, falta de movimentos faciais, e movimentos lentos. Os órgãos responsáveis pela fala são também afetados, havendo diminuição da sensibilidade na região oral e voz monótona. A ato de andar fica cada vez mais difícil, com passos reduzidos com o tronco inclinado.

Anualmente surgem 20 novos casos a cada 100 mil habitantes, e o início da doença geralmente ocorre próximo dos 60 anos de idade, acometendo ambos os sexos, diferentes etnias e classes sociais. Os casos de doença de Parkinson que se iniciam antes dos 40 anos são definidos como parkinsonismo de início precoce e, aqueles que se iniciam antes dos 21 anos, como parkinsonismo juvenil.

A causa da doença de Parkinson é obscura, ou seja, o motivo pelo qual uma área do cérebro é afetada ainda não foi esclarecido cientificamente. Contudo acredita-se que existam fatores genéticos associados a fatores tóxicos ambientais.

Várias formas de tratamento são utilizadas visando a melhora dos sintomas. Na maior parte dos casos, o tratamento com medicamentos associado a outras terapias coadjuvantes parecem ser promissores para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Entretanto, a maioria dos estudos recomenda realização de mais pesquisas para confirmar o efeito das terapias na Doença de Parkinson.

A doença de Parkinson (parkinsonismo) é uma doença progressiva e crônica do sistema nervoso, envolvendo os gânglios da base e resultando em perturbações no tônus, posturas anormais e movimentos involuntários. Clinicamente, o paciente em geral exibe alguma combinação de três sinais clássicos: rigidez, bradicinesia e tremor. O aparecimento destes sinais supostamente tem origem neuroquímica, sendo causado pela deficiência do neurotransmissor dopamina no corpo estriado. Esta deficiência é secundária a uma degeneração dos neurônios da substancia negra, que remete seus axônios para o núcleo caudado e putâmen. Podem ocorrer alterações significativas nos receptores de dopamina no corpo estriado, resultando numa queda nas ligações de dopamina nos núcleos da base. A quebra das sinapses dopaminérgicas resulta num desequilíbrio nos sistemas mutuamente antagonistas dos gânglios da base. O sistema colinérgico, atuando através do seu neurotransmissor acetilcolina, teoricamente permite a atividade dos interneurônios de axônios curtos do corpo estriado, e acredita-se que o sistema dopaminérgico propicie a inibição tônica destes interneurônios colinérgicos.

Quando há carência de dopamina, a excessiva resposta excitatória resulta numa ativação generalizada dos sistemas motores esquelético e intrafusal por meio dos tratos corticoespinhal, reticuloespinhal e rubroespinhal. A deficiência de dopamina pode estar subjacente ao surgimento da rigidez e da bradicinesia. A produção de tremor também pode estar relacionada aos níveis reduzidos de serotonina encontrados nos gânglios da base. Isto explica porque as medicações à base de levodopa ou, mais comumente, de sinemet, usadas para a manutenção dos níveis de dopamina no corpo estriado de pacientes com parkinsonismo são mais efetivas em grandes doses no alívio da rigidez e bradicinesia, do que para o tremor.

Embora o tratamento medicamentoso seja de grande importância para a melhora dos sintomas, a terapêutica para os indivíduos parkinsonianos envolve cuidados médicos e reabilitatórios, sendo a fisioterapia, a fonoaudiologia e a terapia ocupacional de grande importância. Uma vez confirmado o diagnóstico, o tratamento deve ser iniciado. O paciente e a família precisam de orientação relacionada às atividades diárias e aconselhamento de como enfrentar a doença.

O tratamento de pacientes com parkinsonismo envolve tanto o ângulo médico, quando o reabilitativo. O diagnóstico é usualmente firmado com base na história e no exame clínico. Testes sangüíneos, eletroencefalografia e a tomografia axial computadorizada (TAC) podem ajudar no diagnóstico diferencial, ao excluir as outras causas. Pode ser feita uma estimativa do estágio e gravidade da doença, lançando mão das escalas existentes. Um programa cuidadosamente planejado de terapêutica medicamentosa, intervenção nutricional ou tratamento cirúrgico é um típico componente no tratamento inicial e do tratamento a longo prazo. Os medicamentos são prescritos para o controle da rigidez, bradicinesia, tremores e depressão. Levodopa, ou L-dopa, é atualmente o tratamento padrão para a doença de Parkinson. Levodopa é um precursor metabólico da dopamina, capaz de cruzar a barreira hematoencefálica. Este agente eleva o nível da dopamina estriatal nos núcleos da base, sendo assim feita uma “tentativa” de corrigir o desequilíbrio neuroquímico.

Já os três tipos de cirurgia realizados atualmente podem ser divididos em: cirurgia ablativa (palidotomia, talamotomia), estimulação cerebral profunda (marca-passo cerebral) e transplantes de células.

A fisioterapia atua nos sinais e sintomas da doença de Parkinson, tais como: rigidez, bradicinesia, tremor e marcha. O programa de exercícios cinesioterapêuticos ativo livre e passivo têm como objetivo desacelerar a progressão da doença, impedindo o desenvolvimento de complicações e deformidades secundárias e manter ao máximo as capacidades funcionais do paciente.