Mal de Alzheimer: Novas perpectivas

09/01/2010 02:25
Novas drogas estão saindo dos laboratórios de ciência básica e  sendo investigadas em vários ensaios com seres humanos.
Uma das linhas de pesquisa mais promissora e interessante baseia-se na “Hipótese Amilóide”.

A hipótese é que a doença de Alzheimer inicia-se com a acumulação das placas amilóides (neuríticas) e assim sendo, se for possível impedir a formação dessas lesões, a instalação e a evolução da doença seria passível de ser retardada e até evitada.
DROGAS EM TESTE

AMPALEX
FDA: FASE II
O glutamato é um aminoácido liberado pelos neurônios com propriedades excitatórias. Fixa-se em lugares específicos nos neurônios, receptores AMPA (alpha-amino2,3-dihidro-5methyl3-oxo-4-ácido isoxazolepropanóico). A estimulação dos receptores excitatórios neuronais é um grande passo na formação da memória. A droga modularia os receptores AMPA. Estudos preliminares demonstraram melhora cognitiva em idosos sem demência.

ALZHEMED
FDA: FASE III

Objetivo: Evitar a formação e o depósito de amilóide.

ATORVASTATIN (LÍPITOR)
FDA:FASE II/IIa/IIb

Objetivo: Evitar a formação e o depósito de amilóide.

BETA & GAMA - Secretase-Inibidores
FDA: FASE pré- Clínica
Objetivo: São duas proteases que fracionam o Precursor da Proteína Amilóide. Diminuir a ação dessas enzimas diminuiria a produção amilóide e retardaria a evolução da doença.

CLIOQUINOL (iodochlorhydroxyquin)
FDA: FASE II/IIa/IIb
Objetivo: inibe os íons Zinco e Cobre teoricamente diminuindo a produção de beta A4.

DAPSONE (AVLOSULFON)
FDA: FASE  II/IIa/IIb

Objetivo: ação antiinflamatória. Diminuiria a progressão da doença.

ESTRÓGENO (PREMARIN)
FDA: FASE III
Objetivo: retardar o início da doença.

HUPERZINE- A – Não regulada pelo FDA – Erva Chinesa

Objetivo: Inibidor natural da acetilcolinesterase, mais potente que o tacrine e o donepesil. Além de melhorar a cognição teria efeito neuroprotetor.

MKC-231
FDA: FASE II/IIa/IIb
Objetivo: Aumenta a concentração de colina e da acetilcolina liberada

NAPROXEN (NAPROSYN)
FDA: FASE III
Objetivo: ação antiinflamatória

NEFIRACETAN
FDA: FASE II/IIa/IIb
Objetivo: ativador colinérgico. Aumentaria a cognição.

NEOTROFIN ( AIT – 082 )
FDA: FASE II/IIa/IIb

Objetivo: agente nootrópico. Melhoria global da cognição.

NS2330
FDA: FASE II/IIa/IIb
Objetivo: aumentar a ação da acetilcolina, da noradrenalina e da dopamina.

PHENSERINE
FDA: FASE II/IIa/IIb

Objetivo: Inibidor da acetilcolinesterase , inibindo a formação do Precursor da Proteína Amilóide.

ESTATINAS
FDA: FASE II/IIa/IIb
Objetivo: Alterar o metabolismo do Precursor da Proteína Beta amilóide reduzindo a formação da A4 . Também testa a ação antiinflamatória, reduz a oxidação das lipoproteínas atenuando o dano celular causado pelo “stress oxidativo”.

VALPROATO (DEPAKENE , ÁCIDO VALPRÓICO)
FDA: FASE III
Objetivo: droga anticonvulsivante. Testa sua eficácia no controle da agitação em pacientes com doença de Alzheimer

IBUPROFEN (MOTRIN,ADVIL)
FDA: FASE III
Objetivo: Prevenir ou retardar o início da doença diminuindo o processo inflamatório cerebral relacionado com a formação das placas neuríticas.

LEUPROLIDE
FDA: FASE II/IIa/IIb
Objetivo: Melhoraria a cognição e diminuiria a progressão da doença. Modula a testosterona e o estrógeno que estariam relacionados com a formação da proteína TAU e da beta-amilóide A4. Aprovado para o tratamento de câncer de próstata.

MELATONINA- Não regulada pelo FDA – Proibida no Brasil

MILAMELINE –(CI 979)

FDA: FASE II/IIa/IIb
Objetivo: Agonista muscarínico. Melhoraria a cognição. Parece ser bem tolerado.

CÉLULAS-TRONCO – UMA ESPERANÇA?

Existem várias avenidas de pesquisa mais promissoras na busca das respostas sobre a causa e o tratamento da doença de Alzheimer do que a terapia por células-tronco. Pode haver algum avanço nesse tipo de pesquisa mas os cientistas não acreditam que esse seja o melhor caminho a ser percorrido.As células tronco potencialmente podem ser capazes de reproduzir um único tipo de tecido, porém uma vez que na doença de Alzheimer múltiplas partes do cérebro estão comprometidas, é difícil crer que esse seja o caminho da cura no futuro. Não se pode esperar que dessa forma seja possível substituir os neurônios mortos, as outras células da arquitetura neuronal, e todos os subtipos neurobioquímicos que estão sediados em variadas formações celulares criticamente atingidos na doença de Alzheimer. Se bem que essa linha de pesquisa seja pouco promissora ,quando comparada com a linha que estuda os fatores genéticos, não se pode excluir e muito menos fechar os olhos para essa possibilidade uma vez que as células-tronco podem formar vários tipos de células que tem já demonstrado benefícios em pacientes com Acidente Vascular Cerebral, doença de Parkinson , diabetes, e distrofia muscular.

 

Alois Alzheimer