CRISE CONVULSIVA FEBRIL

02/08/2013 22:48

O que são crises convulsivas febris?

Crises convulsivas febris são as que ocorrem em crianças de 6 meses a 6 anos de idade unicamente na vigência de febre, geralmente ocasionada por processo viral. As convulsões febris são geralmente crises de início generalizado, com manifestações tônicas e clônicas e ocorrem em estados febris acima de 38ºC, especialmente com o aumento rápido da temperatura. Este diagnóstico exige afastar a possibilidade de infecção no sistema nervoso central ou nas meninges e, havendo alguma dúvida, é necessário a punção e a análise do líquor.

O que fazer durante uma crise convulsiva febril em ambiente não hospitalar?

Em primeiro lugar é necessário avaliar o local em que está a criança, procurando evitar que ela se machuque durante a crise com objetos perfurantes ou móveis duros. Não tente introduzir objetos duros entre os dentes e procure facilitar a passagem de ar para os pulmões (evitando a flexão da cabeça), deixando-a em semi-extensão. Afrouxe a roupa da criança e retire óculos, pulseiras, colares ou outros adornos. Não é necessário impedir os movimentos da criança, apenas procure limitá-los para que não ocorra traumatismos. Caso ela apresente grande quantidade de secreção na boca, coloque-a levemente inclinada de lado, permitindo a saída pela boca (evitando asfixia por aspiração da secreção). Se estiver com febre alta, evite jogar água sobre a criança ou mergulhá-la em banheiras. Coloque uma toalha molhada e envolva a criança por alguns minutos. Se a criança continuar convulsionando por um tempo prolongado, encaminhe-a a um serviço de urgência.

O tratamento medicamentoso profilático na crise convulsiva febril é um tema que ainda é motivo de muitas controvérsias. As respostas absolutas de nunca ou sempre são inadequadas. É necessário avaliar caso a caso, o risco e os benefícios em cada situação, considerando também a possibilidade de acesso, em caso de urgência, a um serviço de pronto-atendimento, ou o discernimento da família.

São fatores de risco de recorrência de crise convulsiva febril:

•idade menor que 15 meses;

•antecedentes familiares de epilepsia;

•crises convulsivas dimidiadas;

•crises convulsivas prolongadas;

•quadro lesional cerebral.

Na vigência destes fatores, principalmente, pode-se instituir o tratamento medicamentoso preventivo, que pode ser contínuo ou intermitente, no período que a criança apresenta febre.